25 de abril de 2014

Trevas dissipadas















Quero luz nas trevas.
Dissipar as trevas.
Eliminar as trevas.
A luz prevalecer.
Iluminar brandas sementes.
Sementes de amor.
Cura divina.

Luz das almas.
Almas de luz.
Luz, luz, luz!
Luz que ilumina,
Que tranquiliza.
Tranquilidade que acalma,
Amansa e abranda.



23 de abril de 2014

Poema do impossível amor














Sentimentos delirantes,
Esperanças muitas vezes irrealizáveis.
Quero acreditar no amor,
Mas o mundo insiste no contrário.

Angústias são frequentes.
Um sentimento de derrota.
Uma frustração, uma decepção.
Preciso acreditar e amar

Onde buscar?
Em quem acreditar?
Amor, amar, amor.

Preciso achar o caminho
Desejo o quase impossível.
Amar, amor, amar.


Indiferença velada







Indiferença velada

As convenções sociais perplexam o ambiente quando certas atitudes incomodam um dos integrantes do grupo, principalmente se esse for o anfitrião. Certa feita, numa pequena reunião combinada de última hora, tal feita ocorreu.

Ao chegar a casa, onde tal reunião ocorreria, alguns se encontravam sentados na calçada, cada um com suas particularidades, uns falavam alto, outros riam à gargalhadas enquanto crianças corriam faziam suas graças.

Cumprimentei todos, com certa reserva. Nesse momento o dono da casa veio receber-me e logo mostrou onde eu deveria me sentar como se houvesse uma preocupação com tal detalhe. Cumprimentei sua mãe, que ainda não havia visto, e direcionei-me ao lugar indicado.

Sentei-me e uma sensação estranha de isolamento me acometeu, mas logo quebrada com a chegada de dois amigos que, quase  por decreto, sentaram junto a mim.

As conversas transcorreram normalmente. A certa altura o dono da casa se juntou a nós, com comentários evasivos e respostas monossílabas. Nesse momento recordei-me da “Crônica do sobá” e daquele referido cidadão. As atitudes dos moradores pantaneiros são características e corriqueiras como uma bipolaridade que se compara a uma balança de dois pesos, mas com uma medida.

Ao decorrer do papo, referi-me a esse fato e emiti minha opinião dizendo que havia me acostumado a essa indiferença, mas sem aceitá-la. Todos concordaram e  o anfitrião apenas balançou a cabeça positivamente e isso causou-me um desconforto, como crítico que sou, comecei a refletir sobre o acontecido, mas me contive para não parecer mais um.

Dirigindo meu carro, fazendo meu caminho de volta para casa, os questionamentos borbulharam e fiquei atordoado: “existe alguma obrigação em convidar alguém a um jantar?”, “o que havia acontecido para tal atitude?”. Eu, como sempre, já comecei a pensar que tinha feito algo com a pessoa citada, mas não cheguei a nenhuma conclusão. Vai entender?

A minha adaptação a esse modo de ser acaba me afetando de forma drástica, pois meu humor e minhas motivações estão à flor da pele e observo que talvez esse seja um dos motivos pelos quais os demais se comportam estranhamente  e ao chamado “efeito dominó”. Será que estou me tornando mais um? Não quero ser assim. Quero ser espontâneo, alegre e comunicativo. Socorro!

Esses fatos corriqueiros inquietam meu ser. Às vezes chego a pensar que estas pessoas estão pedindo ajuda, apesar de não admitirem. Sinto uma vontade imensa de resgatá-los, mas não sou capaz, ou melhor, não estou capaz. Talvez o isolar-se é o refúgio de cada um nessa terra de carências coletivas transformada em indiferenças e taciturnos.


         

5 de abril de 2014

Texto intimista! "Batalhas íntimas"







Batalhas íntimas

A atitude humana surpreende a cada dia, a fragilidade do ser, por egoísmo, reflete no próximo, como uma fuga de seu “eu” e assim criam-se desavenças nos diversos ambientes e situações.

Ás vezes sinto-me assustado com as reações e interpretações de minhas falas e atitudes. O que pensar? Como proceder? “Sei que nada sei”, a fala do poeta vem a minha mente (faz sentido agora). Perder tempo com o que terceiros avaliam sobre mim é uma perda de tempo, pois ambos (eu e eles) somos indivíduos imperfeitos.

Então lamentar e remoer talvez sejam um atraso no caminho a seguir. Peço perdão. Tento dar o próximo passo rumo à alegria, mas sentimentos inferiores continuam a me rondar. O orgulho fala mais alto. Quero libertar-me das amarras da inferioridade, mas turbilhões de sentimentos brigam dentro de mim. Quero vencer! Vou vencer!

Acredito que a necessidade de vivermos em sociedade está pautada exatamente nisto. Os conflitos nos fortalecem após as turbulências. Perdão! Perdão! Perdão! Perdão para você! Perdão para mim! Dê-me o direito de me arrepender. Quero arrepender-me! Vou arrepender-me!

Em certos momentos, tenho a sensação de que nasci em um planeta diferente. Como “um estranho no ninho”. Isso soa semelhante a uma sátira. Sinto-me cansado, mas com muita vontade de vencer. Quero vencer! Vou vencer!

Penso como seria bom admirar e ser admirado por todos, porém seria isso possível? O que me importa é não magoar o meu semelhante e isso me inclui. Quero me arrepender das mágoas. Vou arrepender-me.

Quer saber? Não posso voltar e corrigir meus erros do passado, mas posso fazer um novo começo - desculpe-me Chico se me enganei com suas palavras - farei uma nova história. O começo de uma grande existência. Não ser admirado, mas, sim, dar o exemplo. Só assim conseguirei me arrepender e vencer as batalhas do orgulho e do egoísmo.