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8 de março de 2015

Revolução pela educção



Revolução pela educação

Ouvimos sempre pessoas reclamando e se queixando dessa ou daquela medida declarada pelos governantes quer federal, quer estadual, quer municipal, porém percebemos que os mesmo grupos de políticos perpetuam no comando do país em todos os níveis. O que podemos atribuir esse fato?

A sociedade em todos os patamares não possui a consciência de sua importância no papel transformador. Movidos pela falsa ideologia da impotência individual, o povo brasileiro continua inconsciente e facilmente manipulado.

Essa contradição, agora, está presente às redes sociais, novo instrumento de manifestação social, que são bombardeados de “posts” acusando e criticando atos incoerentes das administrações vigentes. Esses atos conotam a insatisfação geral, salvo pequeno grupo de apoio em relação aos políticos eleitos.

Então, por que não reivindicar mudanças em nosso benefício? Talvez essa resposta esteja presente nas influências e desvios de atenção provocados por um governo aprendiz de ditador e/ ou pelos mecanismos de comunicação que insistem em temas que mudam o foco das investigações de corrupção e de decisões impostas por um governo que “não pede, manda!”.

Alguns citam as causas desses insistentes enganos eleitorais em falta de educação ou em uma cultura marginal herdada de nossos colonizadores, porém, vale a pena ressaltar, que as importantes mudanças sociais foram realizadas por pequenos grupos de cidadãos inconformados com as situações e revolucionaram as leis e os direitos.

Será que faltam líderes realmente preocupados com o bem-estar da nação? Os ideais foram transformados em objetivos consumistas impregnados por uma aculturação capitalista que objetiva o benefício próprio, abandonando, assim o bem comum que sempre foi o motor propulsor desses que escreveram história em prol do seu semelhante.

Sendo assim, há vários culpados e inocentes nesse contexto, eu também me incluo neste. Por preguiça de pensar, lutar e ter opinião própria, o ser humano acaba por ser seduzido pelas ideias prontas, pelo comodismo e pelas ideologias implícitas por mensagens publicitárias e midiáticas.



Portanto, o caminho reformador se encontra numa revolução educacional desde a base familiar até a formação acadêmica para que a humanidade em geral passe a tomar suas decisões, mas claro, sempre em benefício do bem comum.


17 de dezembro de 2014

Justiças sem justiceiros


Justiças sem justiceiros

A população deve contribuir para a ação eficaz da polícia, porém executar pessoas sem o justo julgamento, ou seja, sem o direito de defesa é retroceder na organização social adquirida pela raça humana ao longo de sua história.

As diversas nações organizadas em sociedade humana enfrentaram os mais sanguinários conflitos com o objetivo de alcançar a justiça social que na maioria das vezes eram massacradas por tiranos e seus exércitos.

Essas conquistas refletiram numa humanidade mais justa e consciente, todavia o poder de certos governantes corrompidos pela ganância e facilidades de domínios ideológicos, gerou uma insegurança e um descontentamento dos povos mundiais que culminaram em linchamentos e atrocidades condenáveis, caracterizando um retrocesso na evolução social.

Vale á pena ressaltar, também, que o cidadão comum não tem a capacidade e a frieza necessárias para analisar acusações sem provas concretas e muitas vezes, baseiam-se em boatos de sites sem qualquer credibilidade.

Portanto é eminente que se exija das autoridades competentes ortogadas pelo voto popular, políticas em segurança, educação e políticas sociais a fim de que a confiança em nossa justiça retorne e se estabeleça a paz e a harmonia e assim diminuir is diversos níveis de violência no mundo.


16 de dezembro de 2014

Justiça? Quanto tempo?


Justiça? Quanto tempo?

Quanto tempo será necessário para que as pessoas se respeitem? Quanto tempo para que o orgulho e o egoísmo deixem de reinar nas relações? Todos conhecem essas atitudes, porém não as abandonam. Quanto tempo?

Necessário é que todos se conscientizem das mudanças. Tão contraditórias são as manifestações humanas. Ora reivindicam justiças, ora são os próprios injustos. Quanto tempo?

Quanto tempo ainda suportaremos as atrocidades praticadas por multidões e, também, individualmente? Não terá fim? Corrupção, indiferença, naturalidade da contravenção. Quanto tempo?

A era das transformações há de chegar. Sonhar faz parte do espírito humano, algum desses filósofos famosos, ou talvez um teórico, não sei afirmar, mas alguém se expressou dessa forma para conceituar o espírito de mudança inerente ao homem. Quanto tempo ainda haveremos de sonhar?

A realidade é o que queremos para fazer do sonho, o que é realmente é um sonho. Realizar nossas vontades seria o caminho, todavia quais seriam essas vontades? Justiças ou injustiças? Conceitos mudam, se transformam. Quanto tempo ainda?

Existiria uma verdadeira justiça? Os menos favorecidos são condenados muitas vezes sem julgamentos justos, por outro lado, os poderosos, apesar de todas as evidências, se esquivam e a “justiça cega” torna-se cega para a justiça. Quanto tempo?

Quem deveria nos dar o exemplo de justiça, em sua minoria, “claro” (não quero ser condenado), são os que abusam do poder e humilham quem deveriam proteger. Fruto do orgulho e de um poder transitório. Seria por quanto tempo?

Com espanto que vejo em um desses programas denominados “revistas eletrônicas”, de uma TV de grande audiência, a notícia de um juiz da região nordeste do país, que acusado de escravizar e humilhar seus funcionários, em sua fazenda, e além de outros quatro crimes, teve estes arquivados pelo STJ. O mesmo volta à cena com abuso de poder num aeroporto do Brasil. Seria essa a verdadeira “justiça cega”? Quanto tempo mais?

O que esperar, também, de uma população que vai às ruas exigir ações sociais e reelegem os mesmos envolvidos nos escândalos de corrupção? Acho que não é somente a justiça que se apresenta cega. “O povo tem o governo que merece!” Quanto tempo?


8 de dezembro de 2014

Soneto da Fraternidade


Se o amor verdadeiro
É aquele em que o coração está cheio
Está na força da argumentação
Do bem feito em prol do irmão.

Mistérios e fonte de pesquisas para estudiosos
Defendida desde sempre pelos filósofos e religiosos
Sentimento muitas vezes esquecidos pelos cidadãos
E relembrados constantemente pelos cristãos.

Ás vezes perdido pela humanidade
Pelas nações, povos e cidades
Persistentemente e constantemente pelas mães alimentado.

Insistirmos no plantio e no cultivar
Aprenderemos a amar o irmão
E assim construir uma nova nação.



17 de novembro de 2014

Sonho Concreto

Sonho Concreto
Angústia, paixão,
Ódio, amor,
Perdão, encanto,
Fazer, solidão,
Fugir, acontecer,
Falar, querer,
Amar, tristeza.

Sonho!

5 de agosto de 2014

Palavras















        Palavras

Palavras são ditas sempre,
Mas quais são compreendidas?
Fazer da língua uma arma
Não para matar e prejudicar
Sim para libertar-se
Libertar-se das amarras da ignorância.
Libertar-se dos dizeres errantes.
Palavra, palavra, palavra.

Por que poucos a descobrem?
Descobrem a América.
Descobrem vestígios pré-históricos.
Descobrem o Brasil.
De nada adianta se nada tem!
Ter o poder da linguagem
Transformá-la em recursos do bem
Pregar a palavra a fim de progredir.
Fazê-la uma arma da paz.
Palavra transformadora.
Que fará da humanidade
Felicidade plena.

Palavras, palavras, palavras.



12 de junho de 2014

Educação e tecnologia

A educação passa por momentos contraditórios com relação ao aprendizado dos alunos. Em época de tecnologias cada vez mais avançadas, o sistema educacional esbarra em projetos obsoletos e numa burocracia que teima em não acompanhar os avanços digitais. Isso também encontrado entre os profissionais educadores que não se atualizam e se acomodam, acarretando um desinteresse e uma descrença por partes de todos.

Essa tecnologia gerou em nossa população uma facilidade pelo conhecimento formando uma sociedade da aprendizagem e ao mesmo tempo, cada vez mais se fracassa na tentativa de aprender (Pozo, 2002). O acesso aos diversos tipos de temas resultou nesse aprendizado, mas a necessidade de uma nova forma de aprender é uma realidade, logo, surge o papel da escola juntamente com o professor.

Com isso, é inevitável novas formas da acessibilidade ao aluno numa perspectiva lúdica de inserção social. Este educando, hoje, se vê diante de diversas possibilidades de manifestações íntimas e de interatividades nos diversas ferramentas digitais, nesse caso, através da internet em redes sociais, blogs e etc. Ferramentas essas, que os usuários podem expor seus conhecimentos, opiniões e afinidades referentes a seus gostos.

Sendo assim, este professor precisa acompanhar o avanço tecnológico e isso só é possível investindo no conhecimento e no aprendizado de novas metodologias com recursos digitais existentes na escola, pois o aluno, parte de uma geração diferente, está “antenado”, ou seja, conhece todos esses recursos e possui autonomia para buscar, por si só, seu aprendizado. O papel do educador, nesse caso, é de orientar e auxiliar no processo de elaboração de sentidos em suas leituras de mundo e individual.

Nesse contexto, encontramos na história uma justificativa plausível se considerarmos o surgimento da imprensa que, com suas críticas disseminadas, contribuiu na mudança de cultura, não só de leitura, mas de divulgação de informações. Com o surgimento de novas tecnologias, essa forma de se informar e alfabetizar foi transferida, mas a palavra continua sendo principal fonte para manusear estas.

Outro fato relevante está contido na falsa ideia de que a verdade absoluta da educação se encontra no ambiente escolar, a sensação de que os componentes curriculares são ultrapassados e que perderam sua função real, todavia reinventarmos sua maneira de ser interpretadas e usadas nos momentos práticos, enquanto cidadão inserido num contexto social, requer reforma de valores implícitos e arraigados em nós.

Portanto, Uma das metas a serem adotadas por nós professores está em inserir no cognitivo do aluno sua capacidade de gerir seu próprio conhecimento e utilizar de informações externas para ampliar e se inserir na realidade social atual. Cabe citar aqui “as competências metacognitivas do conhecimento” apontadas por Pozo e Postigo (2000): “competências para a aquisição de informação; competências para a interpretação da informação; competências para análise da informação; competências para a compreensão da informação; e a competência para a comunicação da informação”, estas, apesar de muitos alunos não terem acesso aos recursos tecnológicos pra esse conhecimento, são necessárias para que o indivíduo não se veja socialmente empobrecido destes e consequentemente, em parceria, transformarmos a educação desse país.

23 de maio de 2014

Banquete do Senhor



Baseado nesse vídeo, fiz esse soneto. Vale a pena assistir. 



BANQUETE DO SENHOR

Quando a luz invadir a humanidade,
As trevas dará lugar ao mundo feliz,
Objetivo do espírito que procura a evolução
Unidos fraternamente no socorro do irmão.

Bendito o Filho do Homem
Que com seu amor nos mostrou o caminho.
A estrada da verdade que nos leva ao Pai....
Caridade, bondade e oração nos preparam e fortalecem.

Irmãos! Não deixemos que as tentações
Nos desvie dos degraus evolutivos.
Entreguemos a Jesus nosso espírito em redenção.

A vida eterna é para todos os seres.
Juntos, no bem e na prática do amor ao próximo,
Nos reuniremos no banquete do Senhor.



13 de maio de 2014

A cultura do estupro


Machismo feminino

O absurdo de uma sociedade machista é culpar a vítima de estupro e isentar seu algoz, reflexo de um país que vê e vende a ideia de que a mulher é um produto sexual nacional, demonstrando uma ideologia equivocada que visa o homem possuidor do sexo oposto e esse obrigado a seduzir e com isso cria-se “a cultura do estupro”.

Essa cultura, apesar de muitas lutarem por igualdade, reflete, também, em algumas mulheres. Evidenciado pelo senso de despertar nos homens a sexualidade e por serem a maior influência na educação familiar, caracterizando o “machismo feminino”.

Esse fato é incontestável levando em consideração a pesquisa do IPEA (instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) divulgada em 27 de Março de 2014 em que dentre as mulheres entrevistadas, 42,7% concordaram com abusos sexuais cometidos contra aquelas que usavam roupas expondo o corpo.

Tal pesquisa causou grande espanto social. Isso fez com que campanhas contrárias circulassem nas redes sociais chamando a atenção de setores da sociedade e a discussão permaneceu em evidência nas mídias contribuindo para uma reflexão nas diversas classes.


Portanto, a falta de informação de um número significante de cidadãos brasileiros aponta para a necessidade de investimentos em educação e que o tema esteja sempre presente, não só nas escolas, mas principalmente entre as famílias, a fim de diminuirmos os preconceitos e valorizarmos o respeito mútuo.


25 de abril de 2014

Trevas dissipadas















Quero luz nas trevas.
Dissipar as trevas.
Eliminar as trevas.
A luz prevalecer.
Iluminar brandas sementes.
Sementes de amor.
Cura divina.

Luz das almas.
Almas de luz.
Luz, luz, luz!
Luz que ilumina,
Que tranquiliza.
Tranquilidade que acalma,
Amansa e abranda.



23 de abril de 2014

Poema do impossível amor














Sentimentos delirantes,
Esperanças muitas vezes irrealizáveis.
Quero acreditar no amor,
Mas o mundo insiste no contrário.

Angústias são frequentes.
Um sentimento de derrota.
Uma frustração, uma decepção.
Preciso acreditar e amar

Onde buscar?
Em quem acreditar?
Amor, amar, amor.

Preciso achar o caminho
Desejo o quase impossível.
Amar, amor, amar.


Indiferença velada







Indiferença velada

As convenções sociais perplexam o ambiente quando certas atitudes incomodam um dos integrantes do grupo, principalmente se esse for o anfitrião. Certa feita, numa pequena reunião combinada de última hora, tal feita ocorreu.

Ao chegar a casa, onde tal reunião ocorreria, alguns se encontravam sentados na calçada, cada um com suas particularidades, uns falavam alto, outros riam à gargalhadas enquanto crianças corriam faziam suas graças.

Cumprimentei todos, com certa reserva. Nesse momento o dono da casa veio receber-me e logo mostrou onde eu deveria me sentar como se houvesse uma preocupação com tal detalhe. Cumprimentei sua mãe, que ainda não havia visto, e direcionei-me ao lugar indicado.

Sentei-me e uma sensação estranha de isolamento me acometeu, mas logo quebrada com a chegada de dois amigos que, quase  por decreto, sentaram junto a mim.

As conversas transcorreram normalmente. A certa altura o dono da casa se juntou a nós, com comentários evasivos e respostas monossílabas. Nesse momento recordei-me da “Crônica do sobá” e daquele referido cidadão. As atitudes dos moradores pantaneiros são características e corriqueiras como uma bipolaridade que se compara a uma balança de dois pesos, mas com uma medida.

Ao decorrer do papo, referi-me a esse fato e emiti minha opinião dizendo que havia me acostumado a essa indiferença, mas sem aceitá-la. Todos concordaram e  o anfitrião apenas balançou a cabeça positivamente e isso causou-me um desconforto, como crítico que sou, comecei a refletir sobre o acontecido, mas me contive para não parecer mais um.

Dirigindo meu carro, fazendo meu caminho de volta para casa, os questionamentos borbulharam e fiquei atordoado: “existe alguma obrigação em convidar alguém a um jantar?”, “o que havia acontecido para tal atitude?”. Eu, como sempre, já comecei a pensar que tinha feito algo com a pessoa citada, mas não cheguei a nenhuma conclusão. Vai entender?

A minha adaptação a esse modo de ser acaba me afetando de forma drástica, pois meu humor e minhas motivações estão à flor da pele e observo que talvez esse seja um dos motivos pelos quais os demais se comportam estranhamente  e ao chamado “efeito dominó”. Será que estou me tornando mais um? Não quero ser assim. Quero ser espontâneo, alegre e comunicativo. Socorro!

Esses fatos corriqueiros inquietam meu ser. Às vezes chego a pensar que estas pessoas estão pedindo ajuda, apesar de não admitirem. Sinto uma vontade imensa de resgatá-los, mas não sou capaz, ou melhor, não estou capaz. Talvez o isolar-se é o refúgio de cada um nessa terra de carências coletivas transformada em indiferenças e taciturnos.


         

5 de abril de 2014

Texto intimista! "Batalhas íntimas"







Batalhas íntimas

A atitude humana surpreende a cada dia, a fragilidade do ser, por egoísmo, reflete no próximo, como uma fuga de seu “eu” e assim criam-se desavenças nos diversos ambientes e situações.

Ás vezes sinto-me assustado com as reações e interpretações de minhas falas e atitudes. O que pensar? Como proceder? “Sei que nada sei”, a fala do poeta vem a minha mente (faz sentido agora). Perder tempo com o que terceiros avaliam sobre mim é uma perda de tempo, pois ambos (eu e eles) somos indivíduos imperfeitos.

Então lamentar e remoer talvez sejam um atraso no caminho a seguir. Peço perdão. Tento dar o próximo passo rumo à alegria, mas sentimentos inferiores continuam a me rondar. O orgulho fala mais alto. Quero libertar-me das amarras da inferioridade, mas turbilhões de sentimentos brigam dentro de mim. Quero vencer! Vou vencer!

Acredito que a necessidade de vivermos em sociedade está pautada exatamente nisto. Os conflitos nos fortalecem após as turbulências. Perdão! Perdão! Perdão! Perdão para você! Perdão para mim! Dê-me o direito de me arrepender. Quero arrepender-me! Vou arrepender-me!

Em certos momentos, tenho a sensação de que nasci em um planeta diferente. Como “um estranho no ninho”. Isso soa semelhante a uma sátira. Sinto-me cansado, mas com muita vontade de vencer. Quero vencer! Vou vencer!

Penso como seria bom admirar e ser admirado por todos, porém seria isso possível? O que me importa é não magoar o meu semelhante e isso me inclui. Quero me arrepender das mágoas. Vou arrepender-me.

Quer saber? Não posso voltar e corrigir meus erros do passado, mas posso fazer um novo começo - desculpe-me Chico se me enganei com suas palavras - farei uma nova história. O começo de uma grande existência. Não ser admirado, mas, sim, dar o exemplo. Só assim conseguirei me arrepender e vencer as batalhas do orgulho e do egoísmo.

            

3 de dezembro de 2013

Será o Apocalipse?!!!!

Em certos momentos percebemos o quão é preocupante a questão do ensino no Brasil. Questionamos o Ensino Básico, mas o resultado negativo está a todo instante na mídia. É prédio que desaba, médicos que esquecem bisturi na barriga de paciente ou até abreviam mortes de quem enchem vagas nas UTIs, professores que não ensinam ou que não se preocupam com o aprendizado, além de vários outros casos nas diversas profissões.

Seria isso a consequência da falta de vontade  pública e interesse no ensino de qualidade? Toda causa tem uma consequência e um dia isto voltaria contra nós mesmos. A sociedade confundiu liberdade com falta de obrigatoriedade, com isso a ausência de interesse na intelectualidade se generalizou e só se consolidando nas classes mais privilegiadas, formando dominadores mais capazes de governar as grandes massas ignorantes.

Além desse fato, temos ainda uma sociedade provinda de uma marginalidade, não só causada pelo povoamento, mas também pelo império português e que perpetua até aos dias de hoje. Logo, uma sociedade marginal em que se "dar bem" é sinônimo de valorização e ascensão social, não se observa a educação como prioridade e sim o diploma. "Para que aprender se o  que precisamos é de um diploma para passar num concurso ou algo assim?" Esse é o senso comum nos pensamentos das famílias brasileiras.

Sendo assim, mudar esse quadro requer muita vontade, não só política, mas social. Para isso certas atitudes devem ser combatidas para que se formem novos jovens embasados e baseados em honestidade, fraternidade e amor ao próximo. Portanto é necessário uma mobilização de toda a sociedade com um mesmo objetivo: fazer uma sociedade melhor. 

2 de dezembro de 2013

Sou a minha cara metade.









A minha metade

Quero gritar aos quatro cantos
Onde você está?
A solidão é imensa
E a falta de você também
Mas o que pensar? O que sentir?

Sentimentos borbulham parecendo um vulcão
Prestes a jorrar larvas de tristeza.
"Só sei  que nada sei!"
veio à mente a fala do poeta
Como ser feliz sem conhecer-se?

"Vida a dois."
"Como se relacionar bem."
"Família perfeita." etc...
Pára! deixem me em paz!
Quero ajuda! preciso dela!
Só pedras em minha direção.

Ser feliz é necessário
mas quero ser feliz comigo
O "eu" que não me encontra
Que falta sinto de mim
Mas uma certeza eu tenho
Só serei feliz ao meu lado.

4 de outubro de 2013

Poema

Viver ou morrer

Vivo cada dia.
Cada dia morro.
Morro, vivo.
Vivo, morro.
Crueldade daqueles
Que nos matam
A cada dia
Com mentiras e hipocrisias.
Bondade daqueles
Que nos ajudam
com sorrisos e abraços.
Então morro ou vivo?
Vivo ou morro?
Não interessa!
Quero viver ou morrer,
Mas feliz e em paz.

1 de outubro de 2013

Civilidade.

Ápice civil

O homem desde sua criação sente a necessidade de viver em sociedade, essa relação levou os seres humanos a elaborarem leis para dar condições harmônicas a esse grupo, isso é o que chamamos civilidade que inicialmente era imposta por castigos cruéis e violentos e ao decorrer de sua evolução passou a ser respeitada, mas transgressores continuam a ultrapassar limites, além de provocar a desarmonia social.

Quando as sociedades se formaram, as pessoas ainda se encontravam em estado de ignorância e o mais forte prevalecia no comando, gerando assim, atos de crueldade através de punições bárbaras e que a ordem era estabelecida pelo pânico social.

Hoje, essa imposição é mantida através de leis que garantem os direitos de todos e que, de forma mais branda, punem de maneira proporcional ao nível de gravidade dos crimes cometidos pelos infratores. Cada país ou sociedade regem suas normas conforme as suas heranças culturais, podendo ser religioso ou laico.

Por outro lado, encontramos transgressores que insistem em contrariar a ordem e, por conseguinte seu papel civil, ora por ignorância, ora pelo simples fato da sedução pela aventura e o perigo. Muitos desrespeitam as autoridades cometem pequenos delitos e até mesmo infringem leis de trânsito ou um simples som em volume máximo que atrapalho a vizinhança.

Isso, muitas vezes, gera violência acarretada por essa quebra de harmonia que objetiva o convívio social, além da “política da boa vizinhança. Esta promove discussões, brigas, agressões físicas, terminando muitas vezes em assassinatos.

Portanto, a relação calma, fraterna de uma sociedade se estabelecerá quando todos, que nela vivem conscientizarem que cada um deve contribuir com boas atitudes, além de respeitarem os espaços individuais para que finalmente alcance seu ápice evolutivo.

As tecnologias no ensino escolar.

Da acessibilidade tecnológica à educação

As tecnologias avançam a passos galopantes seduzindo as crianças e os adolescentes, além dos jovens e com isso se faz necessárias metodologias e capacitações para a utilização dessas na educação escolar criando novas ferramentas para que a aula se torne atrativa e assim competir com o mercado dos eletrônicos.


As facilidades proporcionadas pelos aparatos tecnológicos fascinam pelo colorido de inúmeras imagens e informações das mais diversas contidas no mundo virtual, enquanto o professor, em sua maioria, se dispõe apenas de quadro, giz e, às vezes, de livro didático, levando ao desinteresse os educandos.


Em razão disso, torna-se evidente elaborarmos métodos que agregam esses mecanismos na rotina da sala de aula em todas as áreas de ensino, mas para que isso ocorra é importante investimentos em tecnologias, nesse caso, pouca vontade política supera a necessidade eminente.

Por outro lado, precisamos, também, diminuir as diferenças que não permitem o acesso a todos dessas tecnologias e, por conseguinte não proporcionando meios para que os educadores desenvolvam seus planejamentos. Isso se constata em escolas com cerca de 5.000 alunos, em que encontramos apenas uma sala de informática, onde computadores são ultrapassados e com um número insuficiente de máquinas para atender a grande quantidade de crianças por faixa etária.



Então é importante ressaltar que sem investimentos e vontade política fica óbvia a dificuldade em motivar alunos e principalmente professores, pois culpá-los é injusto, além de responsabilizá-los por todas e quaisquer ineficácia no aprendizado.

Logo é imprescindível exigirmos políticas sérias em recursos e condições tecnológicas para se fazer real essas necessidades e deixarmos de procurar culpados e buscarmos soluções utópicas de modo que tenhamos uma educação de qualidade e uma nação digna de respeito e admiração com relação ao conhecimento de seu po
vo.

25 de setembro de 2013

A educação no Brasil.

O curso da vida sem intelectualidade


Estupefato, tenho observado a sociedade e percebi que a passividade quanto ao conhecimento vem gerando uma população cada vez mais alienada e ideologicamente massacrada pela minoria.

O filho dá os primeiros passos e imediatamente ganha uma bola de futebol: “Meu filho vai ser jogador, mas se não conseguir, ele arruma qualquer trabalho e assim terá seu ganha pão”. A cultura brasileira não prioriza o conhecimento e não tem ideia de que este aumenta as possibilidades de ascensão social, talvez isso seja a consequência da falta dele. Mas o que esperar de povo com herança marginal?

O que mais aflige, nós educadores, é a percepção do aumento de desinteresse pela intelectualidade entre os jovens e adultos das novas gerações. O que esperar de uma sociedade pouco pensante? As respostas são evidentes, todavia as soluções estão cada vez mais ocultas.

Certo pensador, acredito não haver a necessidade de ser citado, disse que uma sociedade que se encontra em transformação, primeiro precisa se destruir para se reconstruir. Quem sabe ele tenha razão, caso seja verdade, a nossa destruição encontra-se em processo. Só espero que sua reconstrução se faça o quanto antes.

Aguardamos essas mudanças através de políticas governamentais, contudo, do que adianta se o povo não a quer? Milagres são impossíveis. Não é possível conhecimento por osmose ou através de repressão e imposição. Creio que esse processo seja mais lento do que a caminhada da tartaruga em busca do mar profundo.

Então, como acreditar em mudanças? Parece ser algo utópico e desanimador. Faz me lembrar da história do beija-flor que carregava gotas d’água em seu bico com o objetivo de apagar o incêndio da floresta. Onde buscar motivação?Tantas perguntas, algumas se respondem por si só, outras ficam vagando como que um navio fantasma sem porto seguro.

Os gêneros textuais se confundem nesse texto e este exige um desfecho, contudo não há conclusão sem solução. Talvez deva aguardar sugestões, mas passar a bola adiante não demonstra nenhuma consequência, até pode parecer irresponsabilidade. Então o melhor seria deixarmos a vida seguir o seu curso.

22 de setembro de 2013

Texto reflexivo.

                                                          Hipocrisia priorizada


Quero explodir como uma bomba atômica, se possível for, e externar toda a decepção e a angústia que me atormenta e assim aliviar o sentimento de luto que me ronda. O tempo passa, as experiências acontecem (sofrimento e alegrias), mas algo parece insistir no intimo: os incômodos do comportamento humano. O que dizer quando alguém lhe oferece sorrisos amarelos e quiça afirmativas mentirosas a seu respeito?

Isso corrói e me enche de uma nuvem negra a sobrevoar minha mente sem tréguas. As dúvidas, os conceitos e até o próprio caráter demonstram estar em xeque, apenas e exclusivamente por contrariar a hipocrisia social que demonstra um domínio sobre os seres humanos e levando a tristeza àqueles que lutam para dissipá-la.

Certa vez alguém me disse: “Seja falso também como as pessoas, pois é isso que esperam de você.” – às vezes somente essa verdade assume o absolutismo em mim, mas algo no meu ser insiste em não aceitar estas atitudes por demonstrar ser ofensivo, como se um punhal manchasse de sangue todos os meus valores morais.

Certos momentos, essas atitudes nos surpreende e nos leva a refletir a respeito dos valores humanos, consequentemente os questionamentos brotam, em meus pensamentos: Por que as pessoas agem com tanta indelicadeza e depois vêm conversar como se nada houvesse acontecido? Como confiar na índole ou nas reações dessas? Acredito serem retóricas minhas interrogações.

Os valores adquiridos por mim ao longo da minha existência me dão as respostas, mas o mundo persiste em censurar-me e com isso as angústias tomam conta de mim e numa química corporal desregula todos os meus sentidos como a descontrolar minha razão.

Chega de tanta crítica que negativamente me faz sentir como se o poço fosse cada vez mais fundo. “Socorro! Mande-me uma corda!” “Amigos” afastam-se assim empurrando mais ainda para o fundo. A função do amigo não seria jogar a corda? Agora quem são os verdadeiros amigos? Existem? Se tornar mais um? Não quero que isso seja uma verdade para mim.

Então, lutar por um mundo melhor, mesmo que este teime e priorize pela mentira e pela calúnia, é o que acredito e defendo. Sendo assim, o que me resta é adquirir inimigos e desprezo pelos que são hipócritas e detentores da falsidade, mas um dia, talvez, todos possam ser capazes de enxergar o mundo com mais realidade e assim nos unirmos por uma humanidade harmoniosa e fraterna.