26 de outubro de 2012

Terceira crônica

Abraço maternal


  
Fomos informados de que uma campanha havia sido feita no período matutino e que a turma crescera em número de frequentadores: “30” - disse nossa colega. Ainda bem que ganhara aquele abraço.

Olhos desconfiados, certo nervosismo de principiante tomou conta de mim e da turma, mas o veterano e admirado professor incorporou e em menos de 15 minutos, as gargalhadas, as atenções e os questionamentos foram lançados, um a um, de meus novos aprendizes.

Ah! O abraço. Desculpem-me. A professora que faltara semana anterior, por ter um filho acidentado, ao chegar sorriu e abraçou-me com braços maternos, com carinho e doação energética que me fortaleceu ao ministrar minha aula.

Que incrível! – pensei. Nesse momento em que palavras brotam de minhas mãos, observo os 30, sim, os 30 produziam, com dedicação, a atividade proposta, como nunca antes havia observado em outra turma.

Esse fato encheu-me de entusiasmo e esperanças: “Será que finalmente encontrei meus alunos ideais?” – Sinto-me como aquele profissional educador recém formado cheio de ideias e propostas que acreditava mudar o mundo hipócrita.

Mas, mesmo sabendo que isso é utópico, a semente precisa apenas ser plantada e por um instante, talvez otimista demais, a certeza tomou conta de mim: “Hoje semeei novos frutos”.



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